REGRAS COM MEDIDAS
REGRAS COM MEDIDAS
Guias, alertas, alarmes e mandamentos
Em alguns meios, áreas e círculos profissionais (mas não só) são correntes alguns princípios, bases e mnemónicas, frequentemente quantificados, ou constituídos por conjuntos de medidas que fornecem orientações ou referências úteis para, por exemplo, o início de (re)ações relevantes, inadiáveis, ou até críticas.
São regras, mandamentos, guias, e bases orientadoras para incontáveis e variados fenómenos, processos e situações. Sem contar com as numerosas normas técnicas, cheias de especificações – métricas –, geralmente compulsórias/obrigatórias, que existem para serem cumpridas em muitas atividades e domínios.
Entre outros, os profissionais relacionados com os fogos e os incêndios têm a orientação dos três trintas para os fatores favoráveis ao início de incêndios: temperatura acima de trinta graus Celsius* (30 °C); humidade abaixo de trinta por cento (30%); velocidade do vento superior a trinta quilómetros por hora (30 km/h).
Para a repartição das atividades diárias de cada um, recomenda-se correntemente, e de acordo com um mandamento popularizado há muitos anos por uma encíclica papal: oito horas (8 h) de trabalho, oito horas (8 h) de descanso e oito horas (8 h) de lazer.
E, entre outras, a regra 20‑20‑20 para a prevenção de problemas de visão durante a leitura, depois dos trinta e cinco anos de idade: parar a cada vinte minutos (20 min, não 20 m) durante vinte segundos (20 s, não 20 seg), e olhar para uma distância de vinte pés (20′, 20 ft, cerca de seis metros, ≈6 m) – pese embora a mistura de unidades de diferentes sistemas metrológicos. (Mesmo científica e tecnicamente não há ainda uniformização – total e global – dos sistemas de medição!)
Em outras áreas da saúde são também correntes as combinações de medidas para diagnosticar disfunções, doenças e anomalias. Por exemplo, os sinais vitais e os valores apropriados da temperatura corporal, da pressão (tensão) arterial e do ritmo cardíaco.
Há muitos outros mandamentos (regras, indicadores e guias) com medidas. Quase todos conhecem o exemplo da putativa correlação (?) da altura com o peso de cada pessoa: se um adulto comum tem de altura 1,ij m (um metro e ij centímetros; i e j são dígitos), seria desejável que tivesse, indicativamente, ij kg de peso. Por exemplo, se alguém tem de altura 1,72 m – ij igual a 72 (centímetros) – de altura, deveria ter, indicativa, conveniente e desejavelmente, um peso de 72 kg. Poderia alguém mais apressado perguntar: um centímetro de altura (acima de um metro) equivale** a um quilo de/no peso?!
E quando a altura da pessoa é expressa em pés e polegadas?!
* Lê‑se “trinta graus Celsius” (30 °C), ou, admitem alguns, trinta celsius.
“30°” são “trinta graus” de arco, ou de ângulo; “30° C” ler-se-ia “trinta graus, Coulomb” (sem significado), já que, segundo o SI, “°” é o símbolo de “grau”, “C” (cê maiúsculo) é o símbolo de coulomb (unidade de carga
elétrica, designação que começa com cê minúsculo – c; “°C” é a expressão simbólica SI de “grau Celsius”, ou “celsius”.
** Do jornal: “Com 1,58 metros de altura, a assistente de bordo deveria pesar (segundo os padrões da empresa) 59,9 kg (?). Com 60,3 kg, a funcionária acabou por não cumprir o estipulado nas regras.” E foi despedida. (Sublinhado do autor desta crónica.)
2020-06-18