MEDIR CAMADAS
MEDIR CAMADAS
Medir sem ver
Medir o que não vemos, por exemplo, um tumor no interior do nosso próprio corpo, pode ser facilmente realizado com processos físicos – radiações, ultrassons ou ressonâncias – que tornam o objeto visível, ao proporcionarem imagens do mesmo (objeto).
E também se pode medir, por exemplo, o tamanho de poros, cavidades, inclusões e outros defeitos ou desvios de homogeneidade no interior de uma peça metálica, com ultrassons, entre outros fenómenos.
Medir sem ver (a grandeza, a mensuranda), por exemplo, a intensidade de uma corrente elétrica, é uma banalidade.
As espessuras das camadas, por exemplo, de tinta, em portas, paredes e máquinas, entre outras camadas de revestimentos de diferentes naturezas, ou de fases de constituintes integrantes dos materiais de base, nomeadamente, em Metalurgia, que, com frequência, devem ser controladas (observadas e verificadas), incluindo ser submetidas a controlo metrológico*, e em geral especificadas em cadernos de encargos, ou em projetos.
Por trepanação – uma variedade de furação – também podem ser retirados testemunhos, ou amostras do solo, que revelam a natureza e as dimensões das várias camadas terrestres, ou do subsolo.)
A espessura da camada de tinta na superfície de uma parede, ou de um objeto, determina a quantidade de tinta necessária e o tempo de aplicação; e é essencial quanto à função, por exemplo, de proteção.
Medir as camadas (de tinta, ou outros revestimentos) poderá ser incontornável, por via das especificações, embora o respeito pelos procedimentos durante a aplicação faça presumir a garantia da espessura da camada ou revestimento final.
Também poderá ser necessário, ou interessante, por várias razões, conhecer a camada de gordura em alguma parte do corpo de um animal vivo.
São incontáveis os casos em que se faz ou se desejaria fazer identificação e medição de camadas, ou avaliação da espessura das mesmas, dos mais variados tipos e naturezas. Frequentemente, a medição de camadas, sem destruição** do objeto, é feita com radiações (eletromagnéticas), ou ultrassons***.
* O controlo metrológico, em geral, consiste em pelo menos uma das seguintes modalidades: 1 –medição, com a qual ficamos a conhecer a medida de alguma grandeza; 2 – comparação, com a qual passamos a saber que uma certa grandeza tem um determinado valor acima, ou abaixo, de um valor de referência, eventualmente desconhecido do medidor; 3 – verificação, consistindo em garantir que uma certa grandeza, perante um dispositivo frequentemente designado por “calibre”, mostra cumprir (ou não) a condição de estar num intervalo de tolerância previamente definido e imposto, contudo, sem qualquer informação numérica resultante da operação de controlo (metrológico).
** Em muitos casos, a medição das camadas poderá ser feita recorrendo a técnicas de amostragem, “destruindo” algumas peças retiradas do conjunto ou lote, segundo um critério preestabelecido que proporcione um determinado nível de confiança no conjunto total de peças a partir dos resultados obtidos com as “amostras”. Todavia, só raramente se recorre a testes destrutivos.
*** Num caso e noutro, compara-se algumas características das ondas incidentes sobre as camadas com as das ondas refletidas (pelas interfaces das camadas), ou recolhidas após atravessamento (das camadas pelas radiações).
2022-03-17