MEDIR ÁGUA E ELETRICIDADE
MEDIR ÁGUA E ELETRICIDADE
Vemos a água, não vemos a eletricidade
Em casa, temos medidores (dispositivos metrológicos) do consumo de água, do consumo de energia elétrica (a luz) e do consumo de gás.
Contamos (medimos) a água e contamos (medimos) a energia elétrica em nossas casas. E também contamos o gás, entre muitas outras grandezas (e fenómenos)*.
Todos percebemos como poderia ser medido o consumo de água: se enchêssemos depósitos e consumíssemos a partir destes (depósitos), veríamos de imediato, litro após litro, o que se consome (e o que se mede).
Poderemos também identificar, por exemplo, depósitos de calor: uma pedra aquecida e uma botija de água quente, poderão ser tratados como reservatórios de energia calorífica (energia interna). (E até os bifes e as batatas são depósitos de calorias, uma unidade de energia, usada, por exemplo, por nutricionistas, em geral, jovens medidores influenciadores.)
Um indicador de nível, nos depósitos de água, à semelhança dos indicadores de nível dos depósitos de combustível (tanques) dos carros, mostrados em visores nos painéis de indicadores dos mesmos (carros), é um instrumento de medição da quantidade presente no mesmo (depósito).
E a eletricidade (um fenómeno físico), aliás, a energia elétrica (uma grandeza física), mede-se como quem mede o consumo de água, de gás e de gasolina?!
Enchemos baterias (elétricas), embora, à vista, não saibamos quando estão cheias (carregadas), ou vazias (descarregadas), salvo se houver algum indicador de carga (instantânea) incorporado nas mesmas** (baterias).
A energia elétrica que consumimos diretamente da rede elétrica exprime‑se, entre nós, em watts‑hora, W∙h, correntemente, em milhares de W∙h, isto é, em kW∙h; a energia dos alimentos exprime‑se em calorias (1 cal=4,185 J, sendo o joule, J, a unidade SI de energia); e nas baterias a carga exprime‑se em A∙h (ampère‑hora, que não é unidade de energia, mas de carga elétrica (Q); 1 A∙h=3600 A∙s, ou 3600 C, três mil e seiscentos coulombs; 1 A∙s, um ampère‑segundo, é o mesmo que um coulomb, 1 C. A energia que podemos obter da carga Q depende da diferença de potencial elétrico (voltagem) que usarmos para a obtenção da energia: E=VQ, onde “E” é a energia, “V” a diferença de potencial elétrico e “Q” a carga elétrica disponível).
A meio caminho da contagem da água e a da energia elétrica fica, por exemplo, a contagem do gás: não se vê quando se escapa, mas, por um procedimento de segurança, poderá apresentar cheiro.
* Os contadores (da água, eletricidade e gás) medem, contam! Se estivermos a olhar durante algum tempo para um contador, de vez em quando, vemos no mostrador, ou visor, o último algarismo a cair, a mudar, … a contar! Aliás, sempre ouvimos estes dispositivos a serem designados por contadores. (O povo é que faz a língua!!)
Também contamos (o tempo d’) a nossa idade por anos, ano a ano: se quiséssemos integrar um contador (da idade) no nosso corpo, ele deveria ser programado para mudar a leitura uma vez por ano, contando, qual calendário!
** A energia elétrica não tem volume, nem peso, nem cor, pese embora, por exemplo, a expressão “energia verde”, uma expressão das agendas políticas, dos média e das empresas, entre outras instituições geralmente atreladas às agendas políticas. E outras energias – como, por exemplo, a energia química – também não têm volume, nem peso, nem cor. (Apesar de, com Einstein, energia e massa serem equivalentes segundo a conhecida relação de equivalência E=mc2, sendo “E” a energia, “m” a massa e “c” a velocidade da luz.) (Einstein nunca terá escrito aquela expressão, mas antes esta: m=E/ c2. Matematicamente são a mesma e uma só coisa; fisicamente, talvez não.)
2022-09-08