MEDIR A LUZ
MEDIR A LUZ
Medir com luz
A luz parecia um fenómeno simples, dominado* e sem mistério**, até que, mais recentemente, Einstein e outros disseram que seria conveniente ver a luz como enxames de fotões*** em movimento, e adicionalmente, no mesmo ano, o primeiro veio postular que nada (do que é conhecido) é mais rápido do que a luz, e que a velocidade desta no vazio é o limite supremo das velocidades. (Aparentemente, não está excluída a existência de partículas que se movam a velocidades superiores à da luz, por exemplo, partículas de massa negativa, que teriam como limiar a velocidade da luz no vazio, e se deslocariam a velocidades superiores a esta, a da luz.)
Há luzes – em vez de luz –, e estas são parte do espetro das radiações eletromagnéticas.
Há luzes de diferentes cores e sem cor. Medimos as frequências, as que, nomeadamente, sabemos pôr em correspondência com as respetivas cores.
Além da velocidade e das frequências (e comprimentos de onda) – do espetro –, medimos a intensidade da luz, entre outras grandezas.
Medimos a luz e medimos com a luz. (Também medimos o som e com o som.)
Com luz medimos distâncias; com luz medimos a planeza de algumas superfícies; e muitas, muitas mais grandezas.
Vemos algumas luzes (espetro visível, para nós) e não vemos outras (espetro não visível).
Com luz, fazemos pontaria; e com LASER – luz especial – melhor pontaria fazemos.
* O tema do eletromagnetismo em geral, e o da luz em particular, foi tratado por Maxwell [1831 – 1879] de um modo aparentemente decisivo, embora, antes, filósofos, físicos e outros curiosos tivessem especulado sobre a sua natureza e características.
A velocidade da luz (um tipo de radiação eletromagnética), calculada com exatidão por Maxwell, foi estimada várias vezes e finalmente medida com razoabilidade e aceitação no século XIX.
A velocidade da luz no vazio – uma constante da Natureza (e o limite do valor da velocidade, segundo Einstein) –, é agora fundamental para a definição e fixação da unidade de base SI “metro”.
** Apesar do palpite de Newton, de que a luz seria constituída por partículas, ela foi considerada, durante muito tempo, um fenómeno de natureza exclusivamente ondulatória.
*** Nunca alguém viu um fotão, apesar de, aparentemente, eles nos entrarem a rodos olhos adentro. (Não foi Einstein que cunhou este nome – fotão – mas foi ele que, com a teoria corpuscular da luz, ganhou e recebeu – houve quem ganhasse e não recebesse prémios Nobel – um Nobel de Física em 1921.)
Embora se associe à designação “fotão” a noção de partícula, ou corpúsculo, eles, os fotões, não existem em repouso, no sentido de poderem ser armazenados, ou depositados, e conservados autonomamente, mas seriam mais consistentes com a noção de pacotes de energia, sem necessidade de suporte material, como a energia das ondas marítimas, suportadas pela água, ou a das ondas sonoras, suportadas pelo ar e outros corpos (materiais).
2024-03-07