MEDIDAS DE ESFORÇOS
MEDIDAS DE ESFORÇOS
Forças, momentos e esforços
O termo “força” é muito comum, em vários domínios; o termo “esforço” parece menos corrente. E o termo “momento”, com o significado de grandeza mecânica (torque, esforço para fazer rodar), é usado quase que somente por alguns profissionais relacionados com Engenharia e Tecnologia Mecânicas.
As “forças” são medidas, por exemplo, com dinamómetros*.
Os “momentos” são medidos, por exemplo, com chaves dinamométricas.
“Esforço” é termo que, tecnicamente, engloba, quer “forças”, quer “momentos” (mecânicos).
A unidade de força SI é o newton, N: uma pessoa que pese, ou tenha massa igual a setenta quilogramas (70 kg) pesará, fará uma força, por exemplo, sobre um navio, de quase setecentos newtons (70 kg×9,8 m/s2≈700 N).
A unidade de momento SI é o newton-metro, N∙m; o aperto/desaperto de uma porca de roda de um automóvel poderá ser, indicativamente, de 50 N∙m.
A linguagem corrente e comum está cheia de termos que só têm significado inambíguo em Ciência, por exemplo, em Física. Todavia, muitos termos usados em Ciência foram tomados da linguagem corrente, embora também ocorram migrações lexicais em sentido contrário, da linguagem corrente para a linguagem técnica (e científica).
Numa manifestação de rua, ou numa arruada, o líder (político) poderá gritar repetidamente, qual mantra, litania ou ramerrame: assim se vê a força do PT; do PP; ou do PD, consoante a sigla do partido, embora nem todos com a mesma convicção, força e energia.
Por exemplo, a expressão “relação de forças”, entre países, entre partidos, entre “economias”, entre um número indeterminado de expressões idênticas, quer significar “relação de poder” (ou relação de outros quantificadores comparáveis); a palavra “poder” parece ser menos ambígua em campos políticos, sociais, e económicos do que o termo “força” que parece ser indicador de coisa pressentida, ou percecionada, mas não mensurável (nem medida em newtons).
Também falamos em “gastar as forças todas”, como se “força” fosse coisa armazenável e consumível. Contudo, quando a uma pessoa em cima de uma cadeira se junta outra com o mesmo peso (e peso, ou massa) da primeira, duplica a força sobre a cadeira.
Todavia, “força” é só um conceito – embora utilíssimo, e agora incontornável –, coisa que nunca alguém tenha visto, ou fotografado, mas que todos terão já sentido muitas vezes e de vários modos.
Por exemplo, chamamos “força” à ação que exercemos sobre um móvel para o remover do local onde repousa (quer ele se mova, ou não). Também podemos fingir que “fazemos força”, sem que “façamos força” alguma.
Nem sempre se verifica contacto (material) para a existência de uma força: por exemplo, a força que dois magnetes, ou ímanes, próximos, exercem entre si.
* As balanças comuns, correntemente, são dinamómetros, mas graduados em unidades de massa: o peso, P (P=mg), de um corpo colocado numa balança, é indicado na graduação ou escala (da mesma) através de “m”, a massa, já que “g”, a aceleração gravítica, é a mesma para todos os corpos colocados sobre esta balança, desde que a mesma (balança) opere em zona geográfica não muito grande, sobretudo em altitude.
Todavia, frequentemente, as forças são medidas (indiretamente) sem necessidade de dinamómetros, só a partir dos efeitos que elas produzem; por exemplo, no alongamento de algum elemento de que se conhece o comportamento (geométrico) quando submetido a forças (extensómetro).
2021-10-14